Uma das funções da Internet é a de educar, seja pelo caráter noticioso e impessoal, seja pela variedade de conteúdo. Através das trilhões de páginas publicadas, acrescidas de bilhões a cada dia, pode-se ter acesso a todo tipo de informação. Enquanto alguns sítios tentam catalogar os departamentos dessa Torre de Babel, como enciclopédias on-line, os mecanismos de busca aperfeiçoam-se para dar conta de tamanho fluxo de dados. É quase uma nova Era na história da humanidade... Quase?! Dirão os arqueólogos e historiadores do ameaçado futuro, ao estudar a nossa época: depois da Idade Moderna e da Contemporânea, veio a Idade Tecnológica (ou Idade da Informação). Quem viver, verá.
Muitas mudanças estão ocorrendo. Crimes digitais, redes sociais, comunidades (e mundos) virtuais e coisas e tais. No ramo da educação (para não fugir ao tema desta postagem), é possível acompanhar a evolução do comportamento humano através das milhões (já usei essa palavra?) de notícias que nos são bombardeadas e dos milhares de blogs sobre os mais diversos assuntos. Está tudo ali, praticamente de graça, a poucos cliques do nosso cérebro.
Mas tais considerações não implicam que os professores estão com os dias contados. Em primeiro lugar, há a questão da credibilidade. Nem tudo o que se publica na Internet é verdade. Nas minhas pesquisas pela Web, tento confirmar - através do cruzamento de informações existentes em vários sítios - que não estou retransmitindo nenhuma asneira para os visitantes do Sonetos. Tento, pois não há como evidenciar que tudo o que se lê é verdade, mesmo quando o sítio parece ser de confiança. E há os que inventam notícias fajutas, como aquela em que o Bill Gates estaria doando 1 dólar para quem repassasse um e-mail ou a outra afirmando que xampu causa câncer. Já há até nome em inglês para isso: "hoax" (embuste, é o que diz a Wikipedia). É papel do professor ajudar a esclarecer essas dúvidas, promovendo discussões entre seus alunos.
Isso sem falar dos trabalhos de escola, que esses mesmos alunos - tentados pelo universo de referências existentes na Internet - reproduzem sem alterar vírgula de fontes muitas vezes enganosas. Hoje mesmo, li uma matéria que aborda esse assunto. No meu tempo, que não é há tanto tempo assim, pesquisar significava folhear livros, perguntar para o meu pai, alugar vídeos do Telecurso Primeiro Grau...
Enfim, é certo que mudou a vida das pessoas e a responsabilidade de alguns profissionais, também... Mas o que isso tem a ver com Sonetos? Como relacionar a balbúrdia do mundo moderno com o caráter sucinto de um poema de 14 versos? Pouco, eu diria, a não ser pelo papel de educador que o meu sítio pretende assumir. Só que, nas notícias da Internet, principalmente em blogs como esse, é a razão que trabalha em seu intuito de ensinar. Na poesia, é a alma que fala, é o coração... E os homens - com tanta correria por aprender e estar "antenado" com os acontecimentos - estão esquecendo de olhar para dentro de si...
Venho tentando ensinar poesia há mais de cinco anos, pois aprendi logo cedo "o poder de um pequeno verso". Embora um dos meus sonhos seja o de lecionar, não estudei Letras e o meu mestrado ainda vai aguardar alguns anos, de modo que a Web continua sendo a minha ferramenta de atingir um objetivo principal: divulgar o trabalho de jovens talentos das rimas...
Por isso, segue novamente o meu apelo: escreva. Mas não escreva qualquer coisa, como estou fazendo na quase madrugada desta quinta-feira. Já há informação demais na Web (milhões, bilhões, trilhões)... Pare de ler tanta notícia, também. Deixe, apenas, vir de dentro de você aquele sentimento puro, aquele amor pela vida, pela sua família e amigos, ou por alguém. Ou - ainda - a angústia por não alcançar tal amor, tanto faz, ela também encanta... Tente um poema. Escreva uns pares de versos. Cante quem você é. Façamos do mundo um lugar melhor, pois está faltando poesia nele e você pode ajudar.
Bem-vindo à Idade do Amor!