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sexta-feira, 20 de abril de 2007

Arte pela arte - Parte III

Foi pesquisando por sonetos no Google que encontrei a maioria do material exibido na página Soneto-Arte. Por muitas vezes, mesmo sem entender direito o que estava escrito, naveguei pela história da composição em outros idiomas. E, na França, encontrei uma das mais simbólicas e curiosas formas de expressão para o poema de Camões e Bilac. Estou falando do trabalho de Raymond Queneau. O poeta criou dez variações para cada um dos 14 versos do soneto e montou um livro com tiras, de modo que o leitor poderia alterar um verso de cada vez, mantendo a rima e produzindo o extraordinário número de cem trilhões de sonetos diferentes. Tão logo me deparei com esse trabalho, resolvi reproduzi-lo numa versão em Flash para a Internet. Vale conferir.

Impressiona-me a criatividade que uma simples variação poética pode produzir, tanto no conteúdo quanto na forma...

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