Notícia Imortal 2
De que vale criar um canal de comunicação e ele não funcionar? Recentemente, divulguei aqui a iniciativa da Academia Brasileira de Letras em responder dúvidas relacionadas à Língua. E, como aprendiz e apreciador de qualquer tipo de ferramenta que me ajude a escrever mais e melhor, fui lá e coloquei a minha questão, aqui compartilhada.
Eu perguntei se, num poema, as iniciais dos versos deveriam estar em caixa alta (maiúsculas), caixa baixa (minúsculas) ou se isso era facultativo, mesmo o primeiro verbete do verso estando no meio de uma frase. Tenho essa dúvida desde que comecei a escrever sonetos, porém nenhum professor de Português (a Dona Edna, inclusive), conseguiu me convencer de qual a resposta certa. Pois bem, até agora não recebi nenhum retorno da ABL. Nem algo do tipo: "Obrigado, estamos avaliando sua questão e daremos uma resposta em no máximo um ano". O que me leva a imaginar que algumas coisas podem estar ocorrendo:
- Muita gente se interessou pelo serviço e colocou lá suas dúvidas, de modo que eles estão com uma fila enorme de e-mails para responder. Hum... No Brasil?! Acho que não...;
- A pergunta é tão impertinente que nem se darão ao trabalho de mandar um e-mail, por menor que seja, para esse humilde propagador da poesia nacional. Será?!;
- A pergunta é tão pertinente que até marcaram uma reunião, cuja pauta será "A Opcionalidade da Caixa Alta no Início dos Versos", da qual sairá uma resolução a ser acrescida aos manuais ortográficos;
- Todas ou nenhuma das opções acima, ou seja, o sistema não funciona como deveria.
Tomara que eu esteja enganado e escreva, em breve, um artigo intitulado Notícia Imortal 3, retratando-me. Enquanto aguardo o e-mail deles, passeando por minha caixa de mensagens do sítio, vejo que há uma série de usuários do Sonetos - alguns, há mais de um mês - esperando pela minha resposta a suas dúvidas sobre os 14 versos... E vem a afirmação inevitável, de um aspirante a poeta (ou Acadêmico) que lê essas minhas rebeldes divagações:
"Pimenta no dos outros é refresco!"


4 comentários:
Amigo Bernardo, fico à espera, também, da resposta a essa dúvida. Já vi das duas maneiras por isso não deve haver uma lei.
Abraço
Olá, amigo!
Acho válido obter o pronunciamento da Academia sobre o assunto, mas coisa que creio você já sabe é que contemporaneamente se aceita serem os versos escritos até sem pontuação. O mais comum é pontuar de acordo com as regras de gramática e quando a pontuação permite ou impõe iniciar os versos por minúscula ou maiúscula. Escrever versos sem pontuação seria mais para o caso em que se quer dar sentido dúbio ou mais de um sentido. E nesse caso o que prepondera é a comunicação. E esta, às vezes, fica melhor assim ou assado, segundo a melhor transmissão da ideia. Quando se está escrevendo na forma clássica, com rima e métrica rigorosa o ideal penso que é manter a regra de maiúscula sempre, independentemente da pontuação.
Um abraço!
Juarez Francisco da Costa
Olá, amigo!
Acho válido obter o pronunciamento da Academia sobre o assunto, mas coisa que creio você já sabe é que contemporaneamente se aceita serem os versos escritos até sem pontuação. O mais comum é pontuar de acordo com as regras de gramática e quando a pontuação permite ou impõe iniciar os versos por minúscula ou maiúscula. Escrever versos sem pontuação seria mais para o caso em que se quer dar sentido dúbio ou mais de um sentido. E nesse caso o que prepondera é a comunicação. E esta, às vezes, fica melhor assim ou assado, segundo a melhor transmissão da ideia. Quando se está escrevendo na forma clássica, com rima e métrica rigorosa o ideal penso que é manter a regra de maiúscula sempre, independentemente da pontuação.
Um abraço!
Juarez Francisco da Costa
Boa pergunta. Pois é, como diziam os antigos, "Capsicum annuum in anus alias refrigerium est".
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